Fátima… Outra vez!?

Já é a nona vez seguida que os membros da Família Passionista se deslocam às centenas ou aos milhares rumo a Fátima. Sim, leram bem, nona vez consecutiva! Mas porque será? Será porque ficaram sem ideias para outro destino de férias? Ou gostaram tanto do lugar da primeira vez que quiseram lá voltar as oito vezes seguintes?

 

E desta vez foram à chuva, foram fazer 200km para apanhar chuva. E perguntam vocês: se estava a chover, porque não decidiram ficar em casa? Foi o que outros, mais “sensatos”, fizeram!

 

Pois bem, é verdade que fomos uns poucos catequistas a Fátima num dia chuvoso, não porque somos malucos, não porque não tínhamos mais nada para fazer – porque, pode parecer estranho, mas também temos a nossa vida – mas porque quisemos voltar a casa da nossa Mãe. Sim, quisemos voltar para os seus braços depois de um ano onde o tempo para falar com ela por vezes era escasso.

 

E porque é que centenas, milhares e milhões de pessoas, nem todas “vestidas” de catequistas ou passionistas, mas sim milhões e milhões de pessoas se deslocam a Fátima?Afinal, não é isto que a fé tem de bonito? Para além de mover montanhas também move multidões, move-nos a todos que estamos dispostos a ser movidos, a TODOS porque a fé é para ser vivida em comunidade, a fé manda-nos ao encontro dos outros. A fé morre se não for partilhada com a fé do nosso irmão. Jesus não ficou sentado no sofá a ver televisão e a rezar ao Pai; Jesus foi ao encontro dos outros, deu o exemplo. A nossa Mãe não nos disse que tinha mais que fazer e que não estava para nos aturar; ao invés, foi ao encontro dos outros, inclusive dos seus filhos Lúcia, Jacinta e Francisco.

 

Por isso fomos em comunidade ao encontro da nossa Mãe; mas,primeiro, fomos com as nossas cruzes pela via-sacra onde o nosso irmão mais velho, Jesus, se encontrava à nossa espera, para nos ajudar a levar a cruz. Tal como Ele, devemos aprender a olhar para o lado e a  ver os outros que, apesar de terem uma cruz como a nossa, precisam de ajuda para a levar!E se deixarmos o egoísmo de lado e estendemos a mão para ajudar, sentiremos a nossa cruz mais leve!É esta a beleza da comunidade: quanto mais damos mais recebemos, e no fim do percurso, já só havia uma cruz suavemente pousada sobre todos nós.

 

Em seguida, e depois de enviarmos um e-mail ao S. Pedro, ele concedeu-nos uma pausa na chuva para podermos almoçar.Mas não deixamos de vir prevenidos com um toldo que, montamos, para estarmos mais descansados.

 

Depois de saciado o corpo,fomos em busca da Mãe que se encontrava na Capelinha das Aparições à nossa espera para rezarmos o terço.Passado um ano, foi tão bom este reencontro ali juntinho a ela! Depois, a Mãe mandou-nos para junto de Jesus, para o banquete final. Jesus já tinha posto a mesa no altar da Basílica, estando pronto para nos receber. Deliciados espiritualmente com o Seu Corpo e Sangue,estávamos prontos para regressar a casa!

 

Se tivesse sido “sensato” ou tivesse algo mais “interessante” para fazer, não teria tido a oportunidade de voltar a casa com esta comunidade incrível que tanto tem para partilhar!

 

 

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