“Mãe há só duas”

29.09.2018

Eram sete da manhã em ponto de sábado, dia 21 de setembro. O sol nascia ao fundo, a brisa da manhã acariciava-nos a face, e lá estávamos nós de marmita às costas, esperando ansiosamente para entrar no autocarro rumo a casa da nossa Mãe, onde Ela nos diz sempre SIM, esperando-nos de braços abertos a cada regresso. Durante a viagem de autocarro tivemos tempo para colocar o sono em dia, pois na noite anterior a ansiedade de A voltar a encontrar era tão grande que mal nos deixou dormir.

Quando lá chegamos percorremos o penoso caminho que o nosso Irmão mais velho percorreu outrora, mesmo antes de Se ter juntado ao Pai. Durante este percurso tivemos tempo de refletir sobre o nosso próprio caminho.

De seguida, pusemos a nossa mesa à sombra de uma árvore para almoçarmos, onde a nossa Mãe nos olhava com ternura e amor, fazendo notar a Sua presença em cada sorriso que partilhávamos com os nossos irmãos. Terminado o almoço, fomos de mãos dadas com a Mãe: fomos para a capelinha onde Lhe rezamos o Terço. E como demonstração da Sua alegria, Ela abraçou-nos, deixando em nós uma sensação de felicidade intransmissível.

Por fim, Ela mostrou-nos a divisão mais importante da sua casa, onde pudemos ouvir os ensinamentos do nosso Irmão mais velho que Se fez presente, prometendo cuidar de nós e nos acompanhar no crescimento da fé.

Na viagem de volta, todos reconhecemos a falta que estes dias em família fazem na nossa vida, e ao reconhecer sorríamos como já não nos lembrávamos de sorrir, com vontade de gritar SIM a todos os Teus chamamentos, querida Mãe.

 

 

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