Todos aqui renascemos!

Esta Quaresma colocava-nos diante de um desafio natural, pois pretendia levar-nos até Jesus, o Crucificado, onde todos renascemos! Tal como Jesus, que atravessou a morte para Ressuscitar na Sua Glória, também nós, no Batismo, fomos sepultados com Ele na morte para ressuscitarmos para uma Vida Nova! A verdade é que, com o decorrer da nossa existência, preferimos, muitas vezes, abandonar essa liberdade dos filhos de Deus – a Vida Nova, para nos tornarmos escravos de coisas, pessoas…, e até de nós próprios!


Assim, é necessário renascer, nascer de novo, abandonar o que nos escraviza para sermos verdadeiramente livres! E como só a Verdade nos liberta,temos de caminhar ao encontro de Jesus, pois, Ele próprio é a Verdade!


Este tempo que vivemos é marcado pela pandemia causada pelo Coronavírus, que nos faz viver em isolamento social, no medo e na angústia… Tenho ouvido dizer que, depois de tudo isto passar, nada será como dantes! Mas será mesmo assim!? O que faremos quando nos for retirada esta barreira que nos foi imposta? Tiraremos alguma lição “prática” de tudo isto que estamos a viver? Seremos capazes de distinguir aquilo que é realmente essencial e necessário daquilo que é supérfluo e secundário? Gostava de ter a confiança do Cardeal José Tolentino Mendonça, aoafirmar: “O que não vamos esquecer verdadeiramente sãogestos inapagáveis de amor”.


De facto, só o Amor permanece! Tudo o resto é efémero e passageiro! Assim, é hora de renascer,de aprendermos, de uma vez por todas, que somos “iguais”, que todos dependemos uns dos outros, que uma vida que se guarda é estéril e vazia, enquanto uma vida que se dá, que se entrega, que serve, que ama…, é uma vida fecunda e, portanto, a única que vale a pena viver!


Que bom seria que, mesmo quando tudo nos corre de feição, não deixássemos de admirar aqueles que servem e que tornam a nossa vida mais fácil. Não devemos esquecer aqueles que, voluntariamente e gratuitamente, se dão aos outros, como por exemplo os nossos catequistas, que têm as suas famílias, os seus trabalhos ou estudo, os seus hobbies…, e, no entanto, servem gratuitamente a Igreja e a Comunidade!

Que eu esteja disposto a servir o outro, a gastar a minha vida no amor, tal como Jesus me ensina,porque, afinal, a maior alegria é dizer sim ao amor, sem “ses”nem“mas”! Só assim serei um ramo na Videira que é Jesus, um ramo que dá fruto! Só assim a minha vida… permanece, e os meus gestos serão… inapagáveis!


Votos de uma Santa e Feliz Páscoa, renascidos em Cristo, para todos aqueles que visitam este espaço, em particular os nossos catequizandos e suas famílias, e os nossos catequistas!