“Animais” pedem Socorro!


Cansados da vida rotineira e com vontade de fugir à prisão do quotidiano, os catequistas do Seminário Passionista decidiram recolher a âncora e lançar-se ao caminho, rumo aos jardins da Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha. Foram acompanhados pelo João Paulo, que se encontrava despido das suas funções como Padre; contudo, vestido a rigor para desempenhar as suas funções como amigo e companheiro de caminho. Ao chegar ao local, foram muito bem recebidos numa capela com mais de 150 anos, contruída em honra de Nossa Senhora do Socorro. A manhã começou com um peddy paper, tendo os catequistas sido divididos em grupos, conforme o animal que lhes calhou: o burro, a vaca, a ovelha, o cão ou o gato. Depois das equipas formadas, os grupos criaram um nome para a sua equipa, sendo que: a equipa dos burros escolheu “Jumentos de Jericó”, em homenagem à cidade da Palestina; a equipa das vacas, escolheu “Pombas brancas” – e, sim, elas deixaram claro que não eram vacas com asas, mas sim pombas brancas, símbolo do Espirito Santo, que deu uma ajuda a estas catequistas para transformarem as vacas em pombas; a equipa das ovelhas escolheu como nome “Bom Pastor”, com plena confiança que Jesus é o nosso Bom Pastor que guarda e ama as suas ovelhas; a equipa dos cães escolheu “Grupo Aventureiro”, pois partilhavam do espírito aventureiro dos cães; a equipa dos gatos, escolheu “Ideias Felinas”, pois são uma equipa cheia ideias, e inteligentes e perspicazes como os felinos. Feitas as equipas, estes “animais” estavam ansiosos para começar a atividade. Ouviu-se então o tiro de partida e começou o peddy paper, com os vários grupos a separaram-se em busca dos cais, seguindo as pistas que possuíam. Nos diversos cais refletiram sobre o significado da verdadeira amizade, pediram perdão pelas suas ações, simbolizaram o grupo numa obra de arte feita com todo o carinho, usando apenas a natureza em redor (e um terço “perdido”!). E tiraram uma selfie! Sim, uma selfie. Se nunca viram animais a posar para uma selfie passem pelo Facebook do Querer Crer! Depois desta correria, cansativa fisicamente, mas revigorante mental e espiritualmente, estava na hora do tão esperado almoço partilhado. Durante o almoço a partilha de afetos era o prato do dia, e o brilho nos olhos de cada um que lá se encontrava refletia a alegria que cada um sentia. Depois do almoço, escreveram dois textos para duas pessoas ali presentes, um para uma pessoa que consideravam próxima e outro para uma pessoa que consideravam não tão próxima. Durante a partilha, houve o ocasional “coice” de amor entre as vacas e os burros, mas toda a gente se sentiu cada vez mais unida do que nunca. Por fim, celebrou-se a Eucaristia numa capela da Casa Diocesana, que era bem diferente do que estavam acostumados, mas que proporcionou uma missa especial, num ambiente de mais proximidade, permitindo continuar a viver a experiência da partilha e da comunhão. Acabada a missa, uma das Irmãs da casa ofereceu-se para fazer uma visita guiada ao local. Infelizmente chegou a hora da despedida, arrumamos as trouxas e iniciamos a viagem de regresso com uma mensagem bem presente no nosso coração: “Um Dia do Catequista por ano não chega!”. Se tu que ficaste em casa, achas que não precisas de convívio e partilha para seres melhor pessoa e catequista, lembra-te que a fé não se vive sozinho e tens 26 catequistas capazes de te provar isso mesmo.