Como os ramos

V Domingo Temo Comum

Depois de, no último Domingo, termos celebrado a Festa da Apresentação do Senhor (Dia do Consagrado), retomamos o ritmo dos Domingos do Tempo Comum. Por isso mesmo, far-nos-á bem, esta semana, começarmos a nossa leitura pelo início do capítulo 5 de S. Mateus, onde Jesus, como novo Moisés, nos oferece uma nova Lei: as Bem-Aventuranças! Assim, compreenderemos melhor a missão da Igreja, a nossa própria missão, que Jesus nos propõe este Domingo, convidando-nos a ser SAL e LUZ no mundo onde vivemos. Prestemos atenção às palavras de Jesus no Evangelho(Mt5, 13-16):

Naquele tempo,

disse Jesus aos seus discípulos:

«Vós sois o sal da terra.

Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se?

Não serve para nada,

senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo.

Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire,

mas sobre o candelabro,

onde brilha para todos os que estão em casa.

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens,

para que, vendo as vossas boas obras,

glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

Meditaste nas Bem-Aventuranças!? São a síntese da proposta de Jesus, naquilo que Ele entende ser o caminho da Felicidade! Estás disposto a dizer “não” às propostas do mundo para seguir esta proposta de Jesus? Só assim o Reino de Deus poderá tornar-se visível neste nosso mundo. Para aprofundarmos este caminho de Felicidade, prestemos atenção às Catequeses do Papa Francisco nas audiências de Quarta-Feira pois, desde o dia 29 de janeiro, que Ele está a apresentar-nos este desafio de Jesus que, segundo ele, deveria estar na nossa mente – sabermos as Bem-Aventuranças de cor – para que possa chegar ao nosso coração e à nossa vida!

É no seguimento das Bem-Aventuranças, com os discípulos à Sua volta, que Jesus nos lança o desafio da Missão, servindo-Se das imagens do Sal e da Luz:

  • Jesus chama-nos a ser “o sal da terra”. Ora pensemos para que serve o sal? Naturalmente que para dar sabor aos alimentos, mas também, sobretudo antigamente, para conservar esses mesmos alimentos. Na sequência das Bem-Aventuranças, podemos perguntar-nos: conservamos a qualidade das Bem-Aventuranças? Para isso, tenho de ser fiel, encarná-las nas minhas atitudes e opções… Desse modo, elas darão sentido à minha vida e eu trarei outro sabor à vida dos que estão perto de mim e são objeto da minha entrega e doação!

  • Além de sal, Jesus chama-nos a ser “a luz do mundo”. E usa duas imagens muito sugestivas: a da cidade situada sobre o monte e a da lâmpada sobre o candelabro. Invoca, assim, a imagem do Profeta acerca de Jerusalém, onde brilha a Luz de Deus. Como Seus discípulos, com a nossa vida, termos de levar esta Luz a todos: a Igreja deve ser a nova Jerusalém, onde brilha a Luz de Deus!

  • Mas atenção: os discípulos de Jesus não devem voltar as atenções para si mesmos; estariam a desvirtuar precisamente aquilo que deve ser o Reino de Deus! Através das nossas obras, da nossa vida, deve ser glorificado o nome de Deus. Devo compreender que sou simplesmente um instrumento nas mãos de Deus: apesar da minha pequenez e das minhas misérias, Ele age em mim quando eu, livremente, Lhe confio a minha vida!

Não deixemos então o “sal” perder o seu sabor nem escondamos a “luz” debaixo do alqueire. Tenhamos a ousadia de meditar profundamente nas Bem-Aventuranças, procurando que elas sejam o Guia para a nossa vida. Libertos do egoísmo – pobres em espírito, com humildade e mansidão, usemos de misericórdia para com todos, praticando a justiça e a verdade, construindo a paz e vivendo a pureza do coração… e, assim, a nossa luz brilhará diante dos homens e o nosso Pai do Céu será glorificado!