Como os ramos

III Domingo Temo Comum

Esta semana, no Terceiro Domingo do Tempo Comum, somos guiados pelo Evangelista Mateus, aquele que mais estará presente ao longo deste ano, na apresentação da Missão de Jesus e no chamamento dos Seus primeiros discípulos. Há um deslocamento de Jesus, pois o centro da Sua missão é agora a Galileia, mostrando que a Sua Salvação é para todos: Ele traz-nos a Luz que nos liberta das trevas!

Deixo, verdadeiramente, que Jesus ilumine a minha vida? Estou atento à Sua Voz que me chama e convida a segui-l’O? Neste Terceiro Domingo do Tempo Comum, consagrado pelo Papa Francisco à Palavra de Deus, prestemos particular atenção às palavras do Evangelho (Mt 4, 12-23):

Quando Jesus ouviu dizer

que João Baptista fora preso,

retirou-Se para a Galileia.

Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum,

terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali.

Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:

«Terra de Zabulão e terra de Neftali,

estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios:

o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;

para aqueles que habitavam na sombria região da morte,

uma luz se levantou».

Desde então, Jesus começou a pregar:

«Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo».

Caminhando ao longo do mar da Galileia,

viu dois irmãos:

Simão, chamado Pedro, e seu irmão André,

que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.

Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me

e farei de vós pescadores de homens».

Eles deixaram logo as redes e seguiram-n'O.

Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos:

Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João,

que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu,

a consertar as redes.

Jesus chamou-os

e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n'O.

Depois começou a percorrer toda a Galileia,

ensinando nas sinagogas,

proclamando o Evangelho do reino

e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

O contexto onde Jesus começa mais ativamente a Sua missão é importante, não só porque assim se cumpria a profecia de Isaías, mas sobretudo porque Jesus marca uma grande diferença em relação a outros mestres, começando pela periferia e mostrando, claramente, que o Amor e a Misericórdia de Deus não tem limites, é para todos!A Sua missão não se baseava em belos ensinamentos teóricos… Ele próprio é a Luz! Estarei disposto a deixar-me iluminar por Jesus, a Palavra de Deus feita carne?

Entre muitas sugestões que o Evangelho desta semana nos oferece, meditemos em três aspetos:

  • Para que Jesus seja, hoje, a Luz das nações, há que ter conhecimento da Sua Vida, dar atenção à Sua Palavra, estabelecer uma relação pessoal com Ele… Afinal, Ele está vivo e a cumprir a Sua Missão através daqueles que acreditam n’Ele e O acolhem! “A dedicação dum domingo do Ano Litúrgico particularmente à Palavra de Deus permite, antes de mais nada, fazer a Igreja reviver o gesto do Ressuscitado que abre, também para nós, o tesouro da sua Palavra, para podermos ser no mundo arautos desta riqueza inexaurível” (Papa Francisco). Os discípulos deixaram tudo para estar com Jesus, para aprenderem com Ele… Que importância dou à Palavra do Mestre? Que relação tenho eu com Ele?

  • As primeiras palavras de Jesus eram um convite à conversão, de forma a acolherem o Reino de Deus. Que valores orientam a minha vida: os que o mundo me apresenta ou aqueles que Jesus me dá a conhecer? É o Reino de Deus, presente já no meio de nós, o objetivo principal da minha vida? Sou capaz de mudar algo em mim pelo Reino?

  • É Jesus quem toma a iniciativa de convidar aqueles que Ele quer a Seu lado. Já Lho agradeci? E o Seu convite é para que sejamos pescadores de homens! Como Pedro e André, Tiago e João, serei capaz de deixar tudo para O seguir? Que redes (bens, afetos, egoísmos…) me prendem e impedem de O seguir com verdade?

O Ressuscitado, que nos acompanha e ajuda a compreender melhor as Escrituras, conta agora connosco para continuar a Sua Missão de ser Luz e Salvação para todos… Atreves-te a levar essa Luz às periferias da nossa sociedade, àqueles que vivem sem esperança ou longe do Projeto amoroso de Deus?