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A alegria paradoxal: a alegria da cruz!

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano B

EVANGELHO – Mc 14,1 – 15,47 (Mc 15, 15-39)

Então Pilatos, querendo contentar a multidão,

soltou-lhes Barrabás

e, depois de ter mandado açoitar Jesus,

entregou-O para ser crucificado.

Os soldados levaram-n’O para dentro do palácio,

que era o pretório, e convocaram toda a coorte.

Revestiram-n’O com um mando de púrpura

e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido.

Depois começaram a saudá-l’O:

«Salvé, Rei dos judeus!»

Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe

e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante d’Ele.

Depois de O terem escarnecido,

tiraram-Lhe o manto de púrpura

e vestiram-Lhe as suas roupas.

Em seguida levaram-n’O dali para O crucificarem.

Requisitaram, para Lhe levar a cruz,

um homem que passava, vindo do campo,

Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo.

E levaram Jesus ao lugar do Gólgota,

quer dizer, lugar do Calvário.

Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra,

mas Ele não o quis beber.

Depois crucificaram-n’O.

E repartiram entre si as suas vestes,

tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um.

Eram nove horas da manhã quando O crucificaram.

O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito:

«Rei dos Judeus».

Crucificaram com Ele dois salteadores,

um à direita e outro à esquerda.

Os que passavam insultavam-n’O

e abanavam a cabeça, dizendo:

«Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias,

salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz».

Os príncipes dos sacerdotes e os escribas

troçavam uns com os outros, dizendo:

«Salvou os outros e não pode salvar-se a Si mesmo!

Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz,

para nós vermos e acreditarmos».

Até os que estavam crucificados com ele o injuriavam.

Quando chegou o meio-dia,

as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde.

E às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:

«Eloí, Eloí, lamá sabachtháni?»

que quer dizer:

«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?»

Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:

«Está a chamar por Elias».

Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre

e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse:

«Deixa ver se Elias vem tirá-l’O dali».

Então Jesus, soltando um grande brado, expirou.

O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo.

O centurião que estava em frente de Jesus,

ao vê-l’O expirar daquela maneira, exclamou:

«Na verdade, este homem era Filho de Deus».

 

O Domingo de Ramos não é simplesmente o domingo em que se recorda a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém. No horizonte de Jesus, e no nosso, já está a sua Paixão e Morte de Cruz! Foi para dar a vida por amor, para nossa salvação, que Ele tomou a decisão firme de subir a Jerusalém! E porque foi obediente ao projeto do Pai e nada guardou para Si, foi glorificado pela Ressurreição. Assim, podemos viver esta alegria paradoxal: a alegria da cruz!

O Evangelho desta semana são dois capítulos inteiros, onde o evangelista Marcos nos narra a traição de Judas, a Última Ceia onde Jesus institui a Eucaristia, a agonia de Jesus no Monte das Oliveiras, o julgamento feito pelo Sinédrio, a negação de Pedro e Jesus diante de Pilatos, até aos versículos que vos deixamos acima, a partir da flagelação de Jesus até à sua morte (os últimos versículos narram a sepultura de Jesus). Procura um tempo para ler e meditar estes acontecimentos, com a certeza e a confiança de que Jesus também viveu tudo isso por ti…! E sente a alegria paradoxal: a alegria da cruz!

A forma como Jesus viveu todos estes acontecimentos, nomeadamente a sua Paixão e Morte de Cruz, levaram o centurião romano, um estrangeiro, a perceber que Jesus era – e é, o Filho de Deus! Deixa-te contagiar por este Amor de Deus que não guarda nada para si e que continua a amar mesmo aqueles que Lhe fazem mal, para assumires um caminho novo na tua vida, nunca esquecendo que a cruz – a tua cruz, é uma opção de vida, que significa não viver para si mesmo, mas dar-te por inteiro para o bem de todos os que vivem à tua volta. É esta alegria paradoxal que és chamado a descobrir, tão contrária à lógica do mundo: a alegria da cruz!

Proposta de exercício para esta semana: Como vais viver a tua Semana Santa? Aproveitando uma maior liberdade de tempo para te dedicares aos teus prazeres ou efetivamente unido a Jesus na sua entrega por amor? Para tal, não deixes de participar nas celebrações que a Igreja te oferece, nomeadamente na vivência do Tríduo Pascal.

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